[ DEPOIS DA MINHA VIAGEM ]
Ser em construção, cometendo normalidades anormais. Versão 2.3 continua calmo, paciente, observador e utilizando as mesmas poucas palavras. Vivendo no limite do riso usa o humor como defesa. Um cara boa pinta gosta de coisas chatas: estar entre amigos, tomar chopp, ouvir musica alta, dançar, viajar, ler. Motivado pelo desafio detesta o tédio. Ah!!! Rogerio Ferreira muito prazer, Produtor radialista, reporter cinematografico e editor de vídeo, torcedor do Alvi Verde, irmão de Gisele, filho de Genildo e Maria e amigos dos amigos.
PONTO DE REFERENCIA msn: rogerios_com@hotmail.com
Criado após a leitura de Depois daquela Viagem de Valeria Polizzi e destinado as fugas do cotidiano masçante.
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Sexta-feira, Março 31, 2006
Graças a Deus...
e ajuda de um grande amigo...
Estou de emprego novo...
Assim que normalizar minha rotina retorno...
ja tenho o titulo do proximo texto
Como escrever um livro de amor.
parafrase do filme
Como fazer um filme de amor (recomendo)
abraços
Muito Obrigado pelas visitas
:: Rabiscado por Ferreira
às 1:05 AM ::
TESTEMUNHO
Domingo, Março 19, 2006
12:05
Um assunto que ficava penumbriando o pensamento era o TEMPO. Tempo esse que diria o filósofo que é relativo , já o humorista diria que o tempo depende de qual lado da porta do banheiro você está.
Contudo toda a magia que esperava dissertar sobre o tempo, acabou virando um grito de revolta.
Escrevo no meu caderno, sentado em um banco desconfortável de uma das agências da Caixa Econômica Federal, na qual tenho cadastrado meu contrato do FIES, que alias é motivo pelo qual estou aqui.
Repentinamente minha prestação e confissão de divida teve seu valor reajustado ao quadrado e é lógico que eu quero saber o motivo. Recorri ao contrato assinado a 4 anos atrás e descubro que esse reajuste esta previsto porem seguindo a tabela Price Francesa, a qual ninguém ouviu falar e que meus conhecimentos matemáticos e físicos e matemáticos não conseguiram decifrar. Ela é assim:
P= SDX [1(1+i)ao quadrado] / [(1+i)ao quadrado ¿ 1]
Que em miúdos:
Prestação = saldo devedor [ taxa de juros (1 + taxa de juros) elevada pelo quadrado das prestações restantes ] / [(1 + taxa de juros) elevada pelo quadrado das prestações restantes - 1]
Mas falando novamente em tempo minha senha retirada as 10:30 dessa sexta feira ainda não surtiu efeito algum, pois continuo sentado na mesma cadeira desconfortável quando o relógio acaba de marcar 12:15. Isso não seria motivo algum para minha indignação se o senhor grisalho que foi chamado as 10:50 não tivesse ali sentado imóvel e impaciente na frente do atendente (que não passa confiança em resolver o meu problema).
Como papai e mamãe me deram uma ótima educação, não quis gritar como está fazendo uma senhorita na fila ao lado que teve a marcação de um horário agendado para atendimento que não existiu e muito menos foi respeitado.
(12:33 nova senha chamada, só faltam 5 números)
Pois me de pé e fui falar ao segurança:
_ Gostaria de fazer uma reclamação sobre o atendimento.
Ele me pediu que fosse a outro guichê. Prontamente fui até o local indicado esperando abrir uma reclamação formal (aprendi que a burocracia é uma aliada).
_ Gostaria de fazer uma reclamação sobre o atendimento disse calmamente.
A atendente ficou muito desajeitada na cadeira com o meu pedido acredito que ela deve estar acostumada com os gritos e xingamentos. Porem devido aos procedimentos internos e burocráticos da agência ela não pode me ajudar, no entanto me estendeu a mão com um cartão timbrado com o numero da centra de reclamações (0800 574 74 74). Um telefone o que causa arrepios! Só de pensar no TEMPO perdido com uma mensagem eletrônica e depois todos os gerúndios e troca de atendentes ao qual serei submetido desisti da idéia. Acho que o resultado não será o esperado.
Na época que assinei o meu contrato existiam 3 atendentes numero reduzido para 1, após operado o tramite, tratava diretamente com o gerente o que não me dava TEMPO para escrever. Agora tenho que esperar para ser atendido por esse único atendente que irá me dizer que nunca ouvir falar da tabela price francesa e provavelmente ira juntar todos os meus papéis e me encaminhar para a gerência.
(13:11 estou contente metade do pessoal desistiu de esperar)
(13:13 um novo atendente, espero que ele não venha apenas para que o outro possa ir almoçar)
(13:27 ele realmente ficou para que o outro fosse almoçar)
Desrespeito é uma palavra muito comum para expressar tudo o que esta acontecendo. Não sou o único nessa situação e muito menos vou ser o ultimo, a cada MINUTO novas pessoas chegam com senhas em punho. Falando em respeito a senhora que esta ao meu lado fala sobre respeito com sua vizinha de espera. Será que ele esta lendo o que estou escrevendo.
PUTZ !!!
To falando de TEMPO né! Tem que policiar se não perco o foco. Mas esperar por mais de 3 horas para ser atendido não é tão metafórico como eu imaginava. Porem acho que estou falando de tempo.
TEMPO PERDIDO
(14:20 minha senha foi chamada, já volto a escrever)
Minhas duvidas foram sanadas. O atendente já ouviu falar da Price, porem não sabe fazer o calculo. Resultado a procura pelo gerente! A resposta do gerente vocês querem saber!
O calculo é feito automaticamente pelo sistema.
Caso você não esteja satisfeito poderá procurar um CONTADOR e pedir para ele efetue o calculo.
Havendo irregularidades, poderá também procurar um ADVOGADO e entrar com uma ação civil contra a Caixa Econômica.
Passar bem!
Nem todas as minhas resposta mal criadas, palavrões e suas variações possíveis poderiam me satisfazer a ponto de dar um soco nele como tive vontade, (lembrei da educação que papai e mamãe me deram)
(15:45 estou saindo do atendimento ao canto de aleluia dos demais clientes do banco)
O que tudo isso tem há ver com TEMPO.
Experimente passar um dia dentro de uma agência da Caixa Econômica.
:: Rabiscado por Ferreira
às 6:43 PM ::
TESTEMUNHO
Terça-feira, Março 14, 2006
As coisas acontecem na vida e nem nos damos conta!
Fazemos amigos e nem percebemos.
Criamos laços e na hora de desfazê-los a ficha cai
Foram quase 6 anos chacoalhando sentido ao futuro incerto.
Sai das sombras e tive que aprender. Uma nova personalidade foi formada. Muitos tropeços, muitos erros e com certeza muitas alegrias. Olhando por cima do ombro fico feliz com o resultado que vejo. Não foi um castelo de cartas.
4 anos sentando em uma sala de aula, ouvindo atento, escrevendo, discutindo. Nesses 4 anos dois deles aprendi o que a sala de aula não te oferece. 2 anos de estagio errando muito e criando o profissional que tem muito a aprender.
1 ano dedicado como profissional, errando mais ainda. Muitas deficiências vencidas! E derrubando muitos preconceitos.
Agora um novo futuro tão incerto se abre e desponta um mundo de hiperlinks.
O sentido do trem será contrario alguns amigos não verei mais com tanta freqüência. Mas amigo agente carrega no peito, nas lembranças e sabe que ele continuará sendo amigo.
Esvaziei a gaveta! E só ai me dei conta!
A primeira fase daquele futuro incerto foi rompida
A segunda fase esta se mostrando.
A realização, a alegria e confiança depositada com certeza não serão em vão.
Aos amigos da UMC ¿ TV UMC ¿ Dptº MKT ¿ DESIGN.
MUITO OBRIGADO.
Mudança só de instituição.
As palavras de hoje:
FELICIDADE e REALIZAÇÃO.
Abraços
:: Rabiscado por Ferreira
às 11:54 PM ::
TESTEMUNHO
Sexta-feira, Março 03, 2006
Minha história nem foi, nem será a mais bonita, mas a primeira linha do livro que prometi escrever começaria da seguinte forma:
EU pensei que contos da fadas não existissem, até viver UM.
Os nomes dos personagens não precisam ser ditos, sua fisionomia muito menos, características temperamentais não interessam. Mas os mundos com certeza conduziriam o enredo. Tudo aconteceu há alguns anos atrás.
Conhecemos-nos de uma maneira pouco convencional.
Era só pra ser uma brincadeira.
Uma reposta mal criada. Uma viagem adiada. E tudo por quê? Por causa daquela musica descrita abaixo. Teria tal música tamanho poder, também pensei que não, mas até hoje é trilha sonora dos momentos mais intensos vividos por duas pessoas.
Tudo aconteceu rápido de mais. O envolvimento, a paixão, as brigas, o preconceito tudo acabou rápido de mais. Restaram apenas as lembranças, até um dia desses esquecidos e revividos pela tal música tocada despretensiosamente em uma estação de rádio qualquer.
Algumas perguntas vêm a minha cabeça:
Onde esta? Como esta? Será que nos veremos?
Nos completávamos, as horas voavam, o mundo parava. Até mesmo telepatia, nunca adivinhamos pensamentos, mas sabíamos quando um precisava do outro.
Os beijos eram longos e demorados, os carinhos sentidos a flor da pele, sua respiração ofegante, sua voz roca no meu ouvido, as palavras sempre cuidadas.
As vezes quando escuto essa música e um mundo de lembranças invadem os pensamentos me pergunto se tudo aconteceu. Até que chego à casa de minha da dona I e vejo aquele casal de velhinhos sentados em um banco de praça alimentando pombos e tenho certeza que foi real.
A dor também foi real. Mas fui me preparando pra aquele fim.
Contos de fadas sim! Com direito a Era uma vez, personagens, antagonistas, conflito, plot points, resolução e moral da história no final . Mas diferente dos livros, viver felizes para sempre, nem sempre implica em viverem juntos para sempre. Mas o final pode ser feliz assim mesmo.
Moral da história e qual a história vocês devem estar se perguntando, alguns a viveram junto comigo, outros emprestaram os ouvidos para escutá-las.
O que restou? Ótimas lembranças! Amizade incondicional! Uma história incomum e algumas lições, a principal:
NÃO ENFRENTE OS PROBLEMAS ANTES DELES OCORREREM.
Se continuo apaixonado? É claro que não. Apenas nostalgia.
Se ainda nos falamos? Também não!
Que merda de história é essa? De uma paixão sem fronteiras.
Mais detalhes? Algum dia eu conto.
Uma palavra? Telefone.
:: Rabiscado por Ferreira
às 11:20 PM ::
TESTEMUNHO
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