Muleke de 20 e poucos, Paulista, do clã dos Ferreira.

Calmo, bobo, desorganizado, pocoteiro, monosilábico, extrovertido, assustado, paciente, positivista, Palmeiresne, Católico e PREGUIÇOSO.

Rogério Ferreira

Radialista - assistente de produção no Canal do Saber/TV Cultura

CUIDADO
Ser em construção

Amigo fiel e companheiro que ouve os impropérios, devaneios, compartiha estórias e divide amigos. Viagens, viajens e mais viagens são enfileiradas em prateleiras de silabas e estantes do pensar.

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2006
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Parafraseando

Depois daquela viagem
de Valéria Polezzi

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Agradeço as coisas boas
Agradeço as coisas ruins

 
Obrigado pela visita

 

Quarta-feira, Setembro 27, 2006

Cinco, quatro, três...
Ouço o juiz gritando no meu ouvido, a ovação me atrapalha todos os sentidos, somente vultos aparecem a minha frente, o gosto salgado do suor, mistura-se com a embriagues das minhas emoções, ponho toda a força do meu corpo por sobre os punhos e tento levantar-me, falta me forças.
Dois...
O dedo apontando para o chão, e penumbra do oponente com os braços levantados, pessoas ali sentadas, assistindo, minha falta de forças para levantar e suspirar mais uma vez.
Um...
Por que joguei a toalha? Eu posso levantar, tenho forças para mais um round. Estou disposto e sangrar!
As vezes a derrota é eminente e muitas vezes é a única saída.
Confesso que lutamos, foram meses de preparação, estratégias, ainda ouço o tema toda vez que subo as escadas correndo e sinto que estava forte o suficiente para vencer. Mas não controlamos fatores externos, não contávamos com o envenenamento. Nossos adversários foram invisíveis e enfraqueceram aos poucos, no dia a dia.
Nossos objetivos são maiores, jogamos a toalha, e engolimos secas as palavras VOCÊS TEM QUE SABER PERDER!
Cruzados, ganchos, foram dados a torto e direito, alguns passaram raspando, outros acertaram em cheio e agora deitado na lona, sentindo a ultimas forças se exaurir me apego ao sentido do Saber Perder, para encarar novamente a platéia e colocar o cinturão a prêmio!
Vendo o mundo na vertical, o zumbido forte dos últimos pensamentos correm a linha deste raciocínio no embaralhado das palavras, o desfoque da visão atrapalha a linearidade das idéias.

Vivemos um sonho, foram 6 anos dedicados a ajudar o próximo. Por muito tempo imaginei que não precisava de ajuda, que aquilo não servia pra mim. O Ágape termina suas atividades

Bom, tentarei escrever novamente



verborragias por Ferreira 12:52 AM

 

Sexta-feira, Setembro 08, 2006

Eu queria ser escritor de livros. Desses escritores que escrevem, escrevem, escrevem e quando você vê tem um livro inteirinho cheia de palavrinhas e historinhas pra contar pra outras pessoas. Podia ter também uns desenhos, por que ai quem não sabe lê entende a história.

Mas eu queria ser escritor desses de romance, que fazem as meninas suspirarem, que chega da inveja de ter um amor tão bonito. Mas ia ser esses romances bem romances mesmo, com um começo lindo, cheio de metáforas e momentos felizes, com muitos problemas de percurso pro amor ficar mais forte e com um monte de beijos de cinema, aqueles de tirar o fôlego, que nem daquele filme lá, putz esqueci o nome. A você deve saber, já assistiu um monte de filmes de romance que tem aqueles beijão que nunca acabam, que as meninas suspiram. Mas não ia ser meloso não, ia ser bem legal, mas no meu romance eles iam dar certo e ia acabar com o final mais feliz do mundo. Não sei por que o danado do *Sheaskepear (acho ate que escrevi errado) foi matar o Romeu lá na historia dele, agora todo mundo acha que romance bom não acontece. Ia ser um romance bonito que nem do Cidade dos Anjos, mas ta vendo a mulher morre bem na hora que o anjo vira gente. O meu não ia ter um final feliz, muito feliz. A vida já é chata de mais pra não ter final feliz.

Deve ser maior barato ser escritor de livros de livraria. Um monte de gente lê, ai um lê e fala pro amigo lê, que gosta e dá de presente pro amigo lê também, ai o cara ganha mò grana e vai dar autografo no livro. O meu autografo vai ser assim COM CARINHO ROGÉRIO FERREIRA. Já tenho ate assinatura bonita e mandei comprar uma caneta de gente chique pra assinar no livro. Já pensou em andando de metro o cara sentado lendo o meu livro. Vixi ia ser o maior barato. Ah mas se ele falar mal do-lhe um pescoção bem dado nas idéias. Onde já se viu, mó trabalhão escrevendo a história e cara vem falar mal. Ta maluco.

Sabe o que é mais de legal do escritor, é que tudo é possível. Meu professor uma vez me disse que o papel aceita tudo. Eu não entendi nada na hora, mas fiquei com aquela coisa na cabeça, ai ganhei um caderno em branco, continuei sem entender até hoje, mas que eu escrevi um monte de besteiras isso eu fiz. Escrevi ate o meu romance mas não foi tão legal quanto os romances dos livros que eu li, nem eu suspirei. Mas escrevi assim mesmo.

Mas ai eu ia escrever um livros de aventura também, com um mocinho bem bonito e galanzão que pula de avião, briga com jacaré, tem um carro manero, e umas armas bem locas. Mas ele ia ser tão bom, tão bom que nem ia precisar de arma, ia resolver tudo na porrada e lógico que ia ficar com a mulher mais gata do mundo. Num é que ai ter romance nessa historia, caramba eu e esses romances, nem nas aventuras ele me deixa em paz. Ai ai ai, vou parar de escrever, porque se não eu escrevo um livro e acabo virando escritor.


verborragias por Ferreira 10:28 PM